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  Prefeito de Mamborê tem contas da campanha eleitoral reprovadas pela Justiça  
  Publicado em 17 de Fevereiro de 2021  
       
 

 
 
 
Prefeito de Mamborê tem contas da campanha eleitoral reprovadas pela Justiça

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por Walter Pereira, Tribuna do Interior

 

 

A Justiça Eleitoral reprovou as contas apresentadas pelo prefeito de Mamborê, Ricardo Radomski (PSD), na campanha que terminou com a reeleição dele, em novembro de 2020. Radomski recorreu da decisão. “É um absurdo. Fiquei decepcionado com a Justiça”, declarou à TRIBUNA.

À TRIBUNA, Ricardo Radomski informou que já recorreu da decisão: “Decepcionado com a Justiça”, falou

A reprovação das contas teve parecer do Ministério Público Eleitoral (MPE), em virtude de irregularidade decorrente da utilização de recursos próprios declarados em valor superior ao limite previsto na Legislação Eleitoral. A Unidade Técnica também seguiu o parecer.

 

De acordo com a Justiça Eleitoral, as doações realizadas por pessoas físicas são limitadas a 10% dos rendimentos brutos auferidos pelo doador no ano-calendário anterior à eleição. Além disso, o candidato poderá usar recursos próprios em sua campanha até o total de 10% dos limites previstos para gastos de campanha no cargo em que concorrer.

 

No entanto, de acordo com a Justiça Eleitoral, o prefeito extrapolou o limite legal em R$ 24.858,11. O valor representa 25,97 % do total de recursos próprios em relação ao limite de gastos. Diante da irregularidade, a Justiça condenou o prefeito ao pagamento de multa no valor de 100% da quantia em excesso.

 

“À luz desses fatos e argumentos, julgo desaprovadas as contas de Ricardo Radomski, relativas às Eleições Municipais de 2020, em que concorreu ao cargo de prefeito e aplico multa no valor de 100% da quantia em excesso a ser recolhida ao Tesouro Nacional por meio de Guia de Recolhimento da União, no prazo de cinco dias úteis”, disse no despacho a juíza da 170ª Zona Eleitoral de Mamborê, Amanda Silveira de Medeiros.

 

Revoltado

 

Ricardo Radosmki está revoltado com a situação. “Eu podia gastar só R$ 19 mil do meu dinheiro para fazer campanha, mas gastei pouco mais de R$ 24 mil e reprovam as contas por eu estar usando do meu dinheiro. Como vai fazer campanha política assim? E não sou só eu que está nesta situação. Tem vereador que também está passando pelo mesmo problema”, desabafou o prefeito.

 

Ele afirmou que só gastou o ‘necessário’ na campanha e que nem cabo eleitoral contratou. “Seria ilegal se tivesse distribuído dinheiro para o eleitor, aí sim a Justiça podia vir para cima de mim. Recorri e quero ver o que a Justiça vai ecidir lá na frente”, afirmou, ao comentar que sua campanha foi enxuta e transparente. “É cada coisa que este TSE (Tribunal Superior Eleitoral) cria que só prejudica quem participa do processo político eleitoral”, acrescentou.

 
 
 
 
     
 

 
 
     
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