Campina da Lagoa (PR) – O município de Campina da Lagoa segue com monitoramento permanente da dengue, adotando medidas técnicas para identificar áreas de maior risco e agir de forma preventiva. O trabalho é realizado por meio de ovitrampas, armadilhas utilizadas para detectar a presença de ovos do mosquito transmissor da doença, instaladas atualmente em 53 pontos estratégicos distribuídos pelos bairros da cidade, com um raio médio de aproximadamente 300 metros entre cada ponto.
De acordo com a Vigilância Sanitária de Campina da Lagoa, os levantamentos mais recentes apontaram maior incidência de larvas do mosquito Aedes aegypti nos bairros Mundo Novo, Horizonte III, IV, V e VI e Jardim Maravilha. Nessas regiões, as equipes irão intensificar as ações de campo, com reforço nas visitas domiciliares, orientações diretas à população e eliminação de possíveis criadouros do mosquito.
Já em outras regiões do município, como Bela Vista, Mandarim, Lago Azul e Santa Felicidade, o cenário é considerado controlado no momento, segundo os índices de monitoramento. Por essa razão, não estão previstas visitas dos agentes de endemias nesses bairros nas próximas semanas, permitindo que os esforços sejam concentrados nas áreas onde o risco é maior.
A Vigilância Sanitária alerta que o combate à dengue depende diretamente da participação da população. Conforme dados da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná, cerca de 80% dos focos do mosquito estão dentro das residências, o que exige atenção constante dos moradores com locais que podem acumular água, como pratos de plantas, caixas d’água destampadas, calhas entupidas e recipientes deixados a céu aberto.
O chefe da Vigilância Sanitária do município, Marcelo Reis, informou que o último caso confirmado de dengue em Campina da Lagoa foi registrado no dia 24 de dezembro, envolvendo uma mulher com idade entre 45 e 50 anos. Desde então, não houve novas confirmações, o que reforça a importância das ações preventivas em andamento.
As autoridades de saúde reforçam que a dengue é uma doença evitável e que a principal arma contra o mosquito está dentro de casa. Pequenas atitudes diárias fazem a diferença para impedir a proliferação do Aedes aegypti e proteger toda a comunidade.