A Polícia Civil do Paraná, por meio da Delegacia de Campina da Lagoa, informou que sete procedimentos relacionados a crimes eleitorais foram lavrados durante o primeiro turno das Eleições Gerais de 2026, realizado neste domingo (4).
Ao todo, sete pessoas foram autuadas em ocorrências envolvendo, entre outras condutas, suspeitas de boca de urna e descumprimento das normas eleitorais.
Segundo a Polícia Civil, os procedimentos foram encaminhados à Justiça Eleitoral e à Polícia Federal, órgãos responsáveis pela sequência das providências e apurações cabíveis.
Durante as ocorrências, também foram recolhidos materiais de propaganda eleitoral considerados em situação irregular e encaminhados ao Fórum Eleitoral.
Boca de urna é crime
A legislação não deixa espaço para dúvida: no dia da eleição, tentar convencer o eleitor na porta ou nas proximidades dos locais de votação pode virar caso de polícia.
A Lei das Eleições considera crime a arregimentação de eleitores e a propaganda de boca de urna. A punição prevista é de seis meses a um ano de detenção, com possibilidade de substituição por prestação de serviços à comunidade, além de multa.
O próprio Tribunal Superior Eleitoral reforçou, antes do primeiro turno, que pedir votos, distribuir santinhos ou abordar eleitores com o objetivo de influenciar sua escolha são condutas proibidas no dia da votação.
O primeiro turno das Eleições Gerais de 2026 ocorreu oficialmente neste domingo, 4 de outubro.
O episódio registrado na Comarca de Campina da Lagoa serve também de alerta: eleição é o momento em que quem deve falar é o eleitor, livre de pressão, abordagem ou tentativa de convencimento na hora do voto.