Estudo aponta que paranaenses perdiam R$ 3,6 bilhões por ano em apostas online. Com a proibição das bets, recursos poderão voltar para o orçamento das famílias e movimentar o comércio, inclusive nas pequenas cidades.

 

Dinheiro que poderia estar na mesa das famílias, na compra de alimentos, roupas, medicamentos ou até no pagamento de contas, acabava sendo perdido nas apostas pela internet. E o valor impressiona: R$ 3,6 bilhões por ano somente no Paraná.

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O levantamento é do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), que aponta uma possibilidade de mudança com a proibição das chamadas bets no Brasil.

 

Segundo o instituto, parte desse dinheiro poderá voltar a circular na economia paranaense, principalmente no comércio, contribuindo para um crescimento estimado de R$ 2,3 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) do estado.

 

O que isso significa para nossa região?

 

Na prática, é dinheiro que pode deixar de ser perdido nas apostas e voltar para o supermercado, a farmácia, a loja de roupas, o açougue e outros estabelecimentos.

 

Em municípios como Campina da Lagoa, Altamira do Paraná, Nova Cantu e cidades vizinhas, o consumo das famílias é fundamental para manter o comércio funcionando, gerar empregos e movimentar a economia.

 

E os primeiros indicadores nacionais já apontam mudanças. Segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), nas duas semanas seguintes à proibição das bets, o consumo nos supermercados cresceu 6% no Brasil e 9% na região Sul, especialmente em produtos básicos, como arroz, óleo, macarrão e café.

 

Os números indicam uma recuperação do consumo, embora ainda seja cedo para atribuir todo esse crescimento exclusivamente ao fim das apostas.

 

Mas por que as bets foram proibidas?

 

O Governo Federal proibiu as apostas online por meio de uma medida provisória publicada em 25 de setembro de 2026, alegando prejuízos econômicos e sociais, incluindo o endividamento das famílias e os problemas de saúde mental associados ao vício em jogos.

 

A medida ainda enfrenta questionamentos judiciais e depende de análise do Congresso Nacional para se tornar definitiva.

 

Quando a aposta vira um problema

 

O que começa com a esperança de ganhar um dinheiro extra pode terminar em dívidas, conflitos familiares e sofrimento emocional.

 

O vício em jogos, conhecido como ludopatia, é um problema de saúde que precisa de atenção e tratamento.

 

Quem enfrenta dificuldades para abandonar as apostas deve procurar apoio de familiares e atendimento na rede pública de saúde, começando pela Unidade Básica de Saúde (UBS) do município.

 

No fim das contas, a questão vai muito além dos bilhões. Estamos falando do dinheiro que faz falta dentro de casa, da tranquilidade de uma família e da sobrevivência do pequeno comércio.

 

Fonte: Ipardes, Abras, Governo Federal e informações divulgadas pelo g1 Paraná.