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  PC dá coletiva a imprensa sobre homicídio que chocou Ubiratã  
  Publicado em 12 de Junho de 2014  
       
 

 
 
 
PC dá coletiva a imprensa sobre homicídio que chocou Ubiratã


 

 

Por Clodoaldo Bonete – Tribuna do Interior

A Polícia Civil de Campo Mourão concedeu entrevista coletiva ontem à tarde sobre a morte da jovem Tatiane Jesualdo, 25 anos, de Ubiratã, mas como o caso corre em segredo de justiça, pouca coisa pode ser esclarecida à imprensa. O delegado-adjunto da 16ª Subdivisão Policial, Marino Marcelo de Oliveira, que assumiu a investigação do caso, e o delegado-chefe Amir Roberto Salmen, receberam a imprensa, mas não fizeram a apresentação do homem preso, acusado de ser o autor do crime.

A prisão ocorreu na terça-feira e a identidade do suspeito também ainda não foi divulgada. “Estaremos traçando o seu perfil psicológico no decorrer do processo e por decisão da justiça, alguns detalhes serão mantidos sob sigilo, por enquanto”, disse o delegado Oliveira. A polícia chegou até o suspeito, com base em imagens do momento em que Tatiane entra no carro do suposto criminoso, enquanto ia para o trabalho.

Os dois trabalhavam na mesma empresa, mas em setores diferentes. Segundo o delegado, por conta disso a jovem não hesitou em pegar a carona, já que ambos iam para o mesmo local. “Com essas imagens e com base em informações de testemunhas, não restou mais dúvidas de seu envolvimento no desaparecimento da Tatiane. Fomos até o seu local de trabalho e fizemos a apreensão do carro, o qual foi conduzido por ele mesmo até a delegacia”, informou.

 

Ataque cardíaco

Ao ser detido, o homem chegou a negar que tivesse dado carona para a jovem, mas no mesmo dia mudou a versão, dizendo que tudo não havia passado de uma fatalidade. “Ele revelou que a vítima morreu de ataque cardíaco e que até tentou levá-la ao hospital, mas ao perceber que ela estava morta decidiu se desfazer do corpo na beira do Rio Piquiri. Sobre a motivação, o rapaz alega que a mulher dizia ter a foto de um carro atolado da empresa, em um dia em que ele saiu sem autorização. Seu receio era de que essa foto pudesse comprometê-lo na empresa”, declarou o delegado, evitando repassar mais detalhes do depoimento do suspeito. Os dois não teriam nenhum relacionamento amoroso.

Outros detalhes chamaram a atenção da polícia no veículo apreendido. O delegado afirma ter encontrado uma algema no automóvel, além de outros objetos suspeitos. “São coisas que uma pessoa normal não utiliza”, resumiu. Ontem à tarde o Corpo de Bombeiros de Campo Mourão iniciou buscas no rio, nas proximidades onde o corpo teria sido desovado. No entanto, com as enchentes do final de semana, o trabalho deverá ser bastante dificultado.

“Sabemos que não será fácil, mas o Corpo de Bombeiros de Campo Mourão tem o apoio de equipes de outras cidades e assim que o corpo for localizado o IML fará autópsia para que possamos apurar com mais clareza a causa da morte. Assim poderemos concluir também se as declarações do suspeito fazem ou não sentido”, completa.

 

O caso

Tatiane desapareceu no último dia 3, após sair para trabalhar na empresa Unitá Coopertativa Central de Ubiratã. A família chegou a receber uma mensagem na manhã do mesmo dia, mas ao ser preso, o suspeito, que era seu colega de trabalho disse que foi ele que enviou, a pedido da jovem. Por conta de várias informações desencontradas sobre o caso, a Polícia Civil de Ubiratã solicitou apoio da 16ª SDP de Campo Mourão.

 
 
 
 
     
 

 
 
     
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