Fonte: Carlos Ohara -
Do UOL
No caso mais recente, a imagem de uma mulher seminua vestindo
um colete da Polícia Militar está sendo vinculada a uma foto do rosto de uma
policial militar.
As imagens começaram a circular inicialmente em grupos
fechados do WhatsApp que reúne policiais e se espalhou pela internet. A foto da
mulher seminua era enviada aos destinatários e, na sequência, também era
compartilhada a foto com o rosto da policial, como se fossem a mesma pessoa. O
Comando da PM quer identificar o autor da associação.
Além da investigação interna da PM, o caso também está sendo
investigado pelo Núcleo de Combate aos Ciber Crimes (Nuciber), onde a policial
registrou um boletim de ocorrência por crime contra a honra. Ela nega ser a
pessoa fotografa sem roupa.
A militar também utilizou seu perfil no Facebook para
comentar o caso. No texto, ela alerta que o caso não ficará esquecido e adverte
o autor da postagem da foto que "você mexeu com polícia e não com
criança".
A assessoria de comunicação da PM informou que a corporação
está estudando as medidas legais para identificar o autor da postagem. Em nota
encaminhada à reportagem, a PM afirma que "ao funcionário público ofendido
em situações de divulgação de imagens cabe buscar os seus direitos conforme
legislação vigente e representar contra seu ofensor em uma delegacia, conforme
o caso da policial militar citada nas mídias sociais".
Em relação a foto da mulher seminua, a PM diz que "se
ficar comprovado que seja uma policial, ou um policial que emprestou as
vestimentas para a foto, fica este passível de responsabilização severa já que
fere ética e moralmente a legislação castrense".
Policia Civil
Em outro caso, a imagem de uma mulher ajoelhada sobre uma
cama e vestindo uma camiseta preta semelhante às utilizadas por policiais civis
do Paraná também circula por grupos do WhatsApp.
Na foto, a mulher porta uma arma, presa em uma calcinha
branca. A arma se assemelha a uma pistola, também utilizada pela Policia Civil.
De acordo com a assessoria de imprensa da instituição, a foto
não contém elementos que possa levar a identificação da mulher, que está de
costas. A coordenação da Polícia Civil admite haver semelhanças entre a
camiseta e a arma --marca Taurus calibre .40-- utilizadas na instituição, mas
ressalva que a pistola pode ser um simulacro e o vestuário pode ter sido
confeccionado sem o conhecimento da polícia.
Sem a identificação da mulher, a Polícia Civil coleta dados
para saber a origem da foto, sem instauração de procedimento oficial. A
assessoria de imprensa do órgão afirma que se for comprovada a condição de
policial da mulher, ela poderá responder a procedimento interno e ser suspensa
da função por um período de até 60 dias, por infração às normas da polícia.
Se a mulher não pertencer à instituição e se for comprovada
que a arma é verdadeira, ela poderá ser indiciada por posse ilegal de arma.
Quanto ao uso da camiseta, a Polícia Civil informou que não existe padronização
das camisetas e apesar das semelhanças, cada delegacia pode confeccionar o
vestuário para os policiais.
Guarda Municipal de
Maringá
Em setembro, em Maringá, na região norte do Estado, a Guarda
Municipal da cidade instaurou processo administrativo contra um membro da instituição
investigado por ter postado um vídeo com cenas de uma relação sexual em um blog
sobre fetiche por homens fardados.
Nas imagens, o servidor público aparece vestindo uma camiseta
da guarda municipal durante uma relação com outro homem. O vídeo se espalhou
pela cidade e motivou a abertura de uma investigação da corporação.
O diretor da Guarda Municipal de Maringá, João Carlos Virmond
de Porto, disse que o funcionário foi identificado e, ao ser chamado para
depor, confirmou estar utilizando a camiseta da corporação durante o registro
do vídeo.
O homem também afirmou ser homossexual, mas negou que tivesse
divulgado o vídeo íntimo. Ele não soube explicar como as cenas foram postadas
no site.
Apesar das explicações, ele está respondendo a um processo
administrativo e pode ser exonerado do serviço público por falta de
decoro. A conclusão do processo deve
ocorrer nos próximos dias. Até lá, o funcionário continua exercendo sua
atividade na área interna da instituição, onde trabalhava anteriormente.