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  Polícia prende três vereadores de Juranda por tentativa extorsão  
  Publicado em 15 de Novembro de 2015  
       
 

 
 
 
Polícia prende três vereadores de Juranda por tentativa extorsão

Por Walter Pereira

 

 

 

 

 

 

 

 

Os vereadores de Juranda, José Theodoro Alves Neto (PTB), Nelson Richard Pinto (PSL) e Pedro Gonçalves (PMDB) foram presos em flagrante pela Polícia Civil de Campo Mourão na tarde deste domingo (15) por tentativa de extorsão à ex-prefeita do município, Leila Miotto Amadei (PPS), gestão 2006-2012.

 

A prisão aconteceu no restaurante do posto de Combustíveis “Tio Patinhas”, após denúncia do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Núcleo Maringá, que agiu em conjunto com a Polícia Civil da cidade. Eles receberam voz de prisão no momento em que recebiam os cheques no valor de R$ 25 mil cada, entregues pelo marido da ex-prefeita, Devonir Antonio Amadei. O dinheiro seria para garantir a aprovação das contas de Leila, referentes ao exercício de 2009 pelo Legislativo.

 

Os vereadores exigiram à ex-prefeita um total de R$ 150 mil, R$ 50 mil para cada. Eles queriam R$ 75 mil com antecedência e o restante após a votação das contas na Câmara. O delegado chefe da 16ª Subdivisão Policial de Campo Mourão, Nagib Nassif Palma, que participou do flagrante, informou que os três parlamentares responderão a crime de concussão, quando o servidor público, em razão do cargo, exige vantagem indevida. Se condenados, poderão pegar de dois a oito anos de prisão, e multa. Poderão ainda perder os mandatos e direitos políticos.

 

A ex-prefeita de Juranda, Leila Amadei informou que Pedro Gonçalves e José Theodoro, que respondem pela Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara de Vereadores do município, procuraram um ex-funcionário dela na semana passada, marcando um encontro na sexta-feira (13) em Campo Mourão. “Quando esse ex-funcionário me ligou avisando já imaginei que fosse para pedir dinheiro para aprovar minha prestação de contas”, disse a ex-prefeita. “A fala deles para o meu ex-funcionário é que aprovariam minhas contas e que eu não precisaria me preocupar mais e poderia seguir minha vida política”, emendou.

Segundo Leila, os vereadores teriam informado ao seu ex-funcionário que o prefeito de Juranda, Bento Batista (PTB), teria oferecido R$ 300 mil a eles para reprovarem suas contas referentes ao exercício de 2009, que já haviam sido aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) com a intenção de deixá-la inelegível para as Eleições do próximo ano. A reportagem (Walter Pereira) tentou ouvir Batista sobre o caso, mas ele não atendeu as ligações.

 

A ex-prefeita informou também que os vereadores disseram que já estavam providenciando junto ao contador da Câmara dois pareceres, um pela aprovação e outro pela desaprovação e que iriam apresentar o parecer de acordo com quem oferecesse o maior valor. “Eu achei isso um absurdo e procurei o Gaeco em Maringá para denunciar”, disse Leila.

 

Aprovada com ressalva

A ex-prefeita informou que as suas contas do exercício de 2009 foram aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) com ressalvas por causa de alguns ajustes de contabilidade. Segundo ela, a conduta da Câmara Municipal é sempre o de seguir parecer do Tribunal.

 
 
 
 
     
 

 
 
     
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