Campina da Lagoa/PR -  
  Enquetes   O portal   Classificados   Fale Conosco   Guia Comercial  
 
 

  Justiça condena dois servidores do IAT por infrações ambientais  
  Publicado em 25 de Fevereiro de 2023  
       
 

 
 
 
Justiça condena dois servidores do IAT por infrações ambientais

Foto - Divulgação Google

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por g1 PR e RPC Foz do Iguaçu

 

A Justiça condenou oito pessoas por infrações ambientais no Paraná. Entre elas dois servidores do Instituto Água e Terra (IAT): um ex-chefe regional e um fiscal de Pato Branco, no sudoeste do Paraná.

 

As investigações do caso começaram em 2019. A suspeita era de um caso de propina para reduzir o valor de uma multa de crime ambiental registrado em Palmas, no sul do estado.

 

Conforme a ação, 750 araucárias nativas do Paraná - árvores ameaçada de extinção - foram derrubadas em uma propriedade de um casal de fazendeiros.

 

Os promotores acusam o casal de cortar as árvores e pagar propina aos ex-agentes do IAT para que a multa fosse reduzida.

 

 

As investigações apontaram que os ex-funcionários receberam R$ 30 mil para fazer laudos falsos, que indicavam um número menor de araucárias cortadas e que as árvores derrubadas não eram de espécie nativa.

 

De acordo com a denúncia, um advogado da cidade e engenheiros ambientais foram os responsáveis pela negociação do pagamento da propina.

 

Além disso, um empresário de Pato Branco, dono de um supermercado, usou o próprio estabelecimento para receber o dinheiro e repassar para os agentes.

 

A defesa dos condenados afirmou que irá recorrer do resultado e que, até a conclusão do processo, eles seguirão em liberdade.

 

Sentenças

 

O ex-chefe regional do IAT foi condenado a 14 anos de prisão e o ex-fiscal a 11 anos por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

 

O casal de fazendeiros foi condenado a 9 anos e 4 meses de prisão pelo crime de corrupção ativa.

 

O empresário que usou o mercado para recebimento da propina foi condenado a 5 anos e 7 meses de prisão por lavagem de dinheiro.

 

O advogado e os engenheiros ambientais foram condenados a mais de 9 anos de prisão.

 

 

Símbolo do Paraná

 

A araucária é considerada um dos principais símbolos do Paraná e chegou a ocupar metade do território do estado.

 

O Paranismo, um movimento político e artístico que buscava contribuir com a formação da identidade paranaense, usou a araucária como ícone.

 

A espécie pode chegar a 50 metros de altura e é considerada uma árvore de vida longa que pode viver de 200 a 300 anos.

 

Por conta da exploração indiscriminada da madeira e do manejo inadequado, a araucária está ameaçada de extinção. Como uma forma de reverter esse cenário, existem leis que proíbem os cortes dessas árvores e preveem multas aos infratores.

 

 

 

As restrições se aplicam também a quem colher os pinhões, que são as sementes da araucária, fora de época.

 

Pesquisas apontam que a família das araucárias pertencem a um grupo de pinheiros considerado um dos mais antigos do planeta e que as folhas dela serviram, inclusive, de alimento para dinossauros herbívoros.

 
 
 
 
     
 

 
 
     
Publicidade

 

 


Portal do vale - desenvolvido por Oberdan.com