A Polícia Civil do Paraná prendeu, nesta quarta-feira (11), uma mulher em flagrante pelo crime de estelionato no município de Campina da Lagoa. A suspeita é acusada de aplicar golpes utilizando comprovantes falsos de pagamento via PIX.
De acordo com a investigação, o caso veio à tona após um comerciante da cidade relatar que havia separado e disponibilizado mercadorias para entrega após receber um suposto comprovante de transferência bancária. No entanto, ao verificar o extrato da empresa, constatou que o valor não havia sido creditado, identificando que o comprovante era fraudado.
Com base nas informações e documentos apresentados pela vítima, a equipe policial se deslocou até o endereço indicado para a entrega dos produtos. No momento em que a mercadoria seria recebida, a mulher foi abordada e recebeu voz de prisão em flagrante.
Segundo a Polícia Civil, a vítima já havia registrado boletim de ocorrência anterior relatando a prática de outros golpes semelhantes atribuídos à mesma suspeita. As investigações apontam que, durante cerca de dois meses, em dias alternados e utilizando o mesmo modus operandi, a investigada adquiriu diversas mercadorias mediante envio de comprovantes falsos de pagamento.
Entre os produtos estavam itens como maquiagem, sorvete, refrigerante, chapinha de cabelo e produtos para cabelo. Conforme a autoridade policial, a natureza dos bens demonstra intenção clara de obtenção de vantagem ilícita, afastando a aplicação do princípio da insignificância.
Na data de hoje, a vítima formalizou representação criminal e apresentou novas provas relacionadas aos fatos.
A mulher foi encaminhada à delegacia para os procedimentos legais e permanece à disposição da Justiça.
A Polícia Civil reforça o alerta para que comerciantes confirmem sempre o crédito do valor diretamente no extrato bancário oficial antes de liberar qualquer mercadoria. O envio de comprovante por mensagem não garante que a transação foi efetivamente concluída.
O crime de estelionato está previsto no artigo 171 do Código Penal e pode resultar em pena de reclusão de um a cinco anos, além de multa.
Casos suspeitos devem ser comunicados imediatamente às autoridades.