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  Padrinhos são presos após bebê de quatro meses ser encontrado morto em Ponta Grossa  
  Publicado em 24 de Agosto de 2026  
       
 

 
 
 
Padrinhos são presos após bebê de quatro meses ser encontrado morto em Ponta Grossa

Um bebê de apenas quatro meses foi encontrado morto na manhã deste domingo (23), no bairro Uvaranas, em Ponta Grossa. O caso mobilizou equipes da Polícia Militar, da Guarda Civil Municipal (GCM) e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), que confirmaram o óbito da criança ainda no local.

Segundo as investigações preliminares da Polícia Civil, os pais haviam deixado o bebê sob os cuidados dos padrinhos durante a madrugada. Ao retornarem à residência pela manhã, encontraram a criança sem sinais vitais e acionaram os serviços de emergência.

O resultado preliminar do exame de necropsia apontou que a causa da morte foi asfixia. Com base no laudo inicial, nos vestígios encontrados e nos depoimentos colhidos, a autoridade policial entendeu haver indícios suficientes para a prisão em flagrante dos dois padrinhos, um homem e uma mulher, pelo crime de homicídio qualificado.

Conforme a Polícia Civil, ao assumirem voluntariamente a responsabilidade pelos cuidados da criança, os investigados passaram a ocupar a posição de garantidores da integridade física do bebê, conforme previsto na legislação penal. A investigação aponta, em tese, que a conduta pode ir além da negligência, havendo suspeita de que o casal tenha assumido o risco de produzir o resultado morte ao se omitir do dever de cuidado durante a madrugada.

Os dois suspeitos foram encaminhados ao sistema prisional, onde permanecem à disposição da Justiça. A Polícia Civil também representou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva. O pedido será analisado pelo Ministério Público e pelo Poder Judiciário, que poderão decidir sobre a manutenção da prisão e a classificação jurídica dos fatos.

A Polícia Civil destacou que o inquérito segue em andamento para esclarecer completamente as circunstâncias da morte da criança. Ressaltou ainda que os investigados têm direito à ampla defesa, ao contraditório e à presunção de inocência, garantias asseguradas pela Constituição Federal até eventual condenação definitiva.

 
 
 
 
     
 

 
 
     
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