Operação Fim da Trilha cumpriu mandados de busca e apreensão em Bandeirantes e Cambará. Investigado foi afastado das funções e terá de usar tornozeleira eletrônica.
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, deflagrou a Operação Fim da Trilha, que investiga possíveis crimes praticados por um policial civil no Norte Pioneiro do Paraná.
A ação, realizada pelo Núcleo do Gaeco de Londrina com apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Civil do Paraná, cumpriu mandados de busca e apreensão em Bandeirantes e Cambará, incluindo a residência e o local de trabalho relacionados ao investigado.
Segundo o Ministério Público, as investigações tiveram início após a identificação de um possível esquema ilícito que teria sido operado a partir da 39ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Bandeirantes, onde o policial atuava.
O que está sendo investigado
De acordo com o Gaeco, o policial é investigado por supostamente atuar como interlocutor em tratativas ilícitas envolvendo advogados e particulares.
Entre as condutas apuradas estão a suspeita de prática ou omissão de atos funcionais mediante o recebimento de vantagem indevida. Conforme a investigação, essas ações teriam como objetivo evitar a prisão em flagrante de integrantes de organização criminosa, impedir a apreensão de dispositivos eletrônicos, possibilitar a restituição irregular de celulares apreendidos e permitir a entrada de telefone na carceragem de Bandeirantes.
São investigados possíveis crimes de corrupção ativa e passiva, associação criminosa e fraude processual.
Policial foi afastado das funções
Além das buscas, a Justiça determinou medidas cautelares contra o investigado. O policial foi afastado imediatamente das funções públicas, teve determinado o recolhimento de seu armamento e deverá utilizar monitoração eletrônica.
Ele também está proibido de acessar unidades policiais do Paraná e de manter contato com outros investigados e testemunhas relacionados ao caso.
Durante as buscas, os agentes procuraram computadores, celulares, documentos, valores em espécie e outros dispositivos eletrônicos que possam contribuir para esclarecer a possível materialidade e autoria dos crimes investigados.
A apuração continua sob responsabilidade do Gaeco. As suspeitas ainda estão em investigação, e não há, até o momento, condenação pelos fatos relatados.
Fonte: Ministério Público do Paraná (MPPR/Gaeco).