Fonte: Correio do Lago
O homem acusado de assassinar a esposa no banheiro da igreja matriz em Santa Helena no dia 02 de fevereiro deste ano foi condenado a 28 anos de prisão em regime fechado, por homicídio duplamente qualificado.
O julgamento ocorreu no tribunal do júri da Comarca de Santa Helena na terça-feira (05) e a sentença foi dada pelo juiz, Jorge Anastácio Kotzias Neto.
De acordo com o promotor de Justiça substituto, Esdras Soares Vilas Boas Ribeiro, foi um trabalho muito sensível. “O Ministério Público tinha consciência da repercussão do caso e da importância do Estado dar uma resposta à sociedade".
"A pena foi justa, apesar de ser considerada alta se comparada com outros crimes, mas de acordo com as circunstâncias do crime: ceifar a vida de uma mulher, mãe de uma criança de 7 anos de idade, em uma igreja e por uma simples discussão de Facebook é algo inaceitável", explicou o promotor.
"No meu entendimento a pena para este caso deveria ser perpétua, porém isto não existe em nosso país. A única pena perpétua nesses casos é para a família da vítima, que irá sofrer perpetuamente", acrescentou o representante do Ministério Público.
Para finalizar o promotor disse que já esperava e resultado, devido a investigação ter sido bem feita e o processo ter sido bem conduzido, acreditando que os jurados votaram conforme a consciência.
O advogado de defesa, Vitor Spazzini, atuou de forma dativa e disse que irá recorrer, pela redução da pena. "É um caso bastante grave, mas acredito que o tribunal deve reduzir a pena do sentenciado", comentou.
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